Leitura: Vôo panorâmico impregnado de realidade e imaginação

Arlinda Alves de Souza

Por muitos e muitos anos, a leitura e a escrita estiveram sempre ligadas ao livro didático, principalmente, no ensino de 1ª a 4ª série do Ensino Fundamental. Longe de ser uma construção reflexiva, a escrita esteve sempre baseada em fatos fora da vivência da criança. A infância foi caracterizada de diferentes formas, dependendo de cada época, de acordo com os valores do momento. Hoje a criança se coloca como sujeito de potencialidade, dotado de capacidades cognitivas e afetivas que o tornam únicos. É com esse aluno infantil que este trabalho foi desenvolvido.

 Essa experiência  atendeu uma proposta que será conhecida ao longo desse artigo. Como diz Silva(1996), entende-se por experiência o conhecimento adquirido pelo indivíduo nas suas relações com o mundo através de suas percepções e vivências específicas. Ao se interessar em compreender o mundo das crianças, é necessário começar a ouvi-las, elas darão o caminho para a melhor aprendizagem. No cotidiano delas existe uma enorme diversidade de recursos para realização de conhecimentos. De acordo com Ferreiro(1999 p.32), o sujeito ativo é aquele que compara, exclui, ordena, categoriza, reformula, comprova, formula hipótese e reorganiza em ação interiorizada (pensamento) ou ação efetiva (segundo seu nível ou desenvolvimento).

Como em qualquer outra atividade, para desenvolver o conhecimento o primeiro passo consiste em procurar conhecer a criança, o espaço onde vive, o evento a ser enfocado e como esse evento está se desenvolvendo.

“O contexto, da forma como é hoje entendido no interior da Lingüística Textual abrange não só co-texto, como a situação de interação imediata, a situação mediata (entorno sóciopolítico-cultural) e também o contexto sociocognitivo dos interlocutores que, na verdade, subsume os demais. Ele engloba todos os tipos de conhecimento arquivados na memória dos actantes sociais, que necessitam ser mobilizados por ocasião do intercâmbio verbal”. (Koch, 2003).

 

 

Ninguém pode desejar o que não conhece, se não sabe de sua existência, e cabe à escola, especialmente na figura da professora, oportunizar possibilidade desses conhecimentos. Segundo Ferreiro(1999 p.32), em termos práticos isso significa que o ponto de partida de toda a aprendizagem é o próprio sujeito.

Desenvolver as habilidades intelectuais e sociais na criança de maneira eficiente demonstra grande desafio para professora educadora. Principalmente hoje, com a infinidade de atrativos imagéticos existentes no mundo moderno. O processo ensino-aprendizagem, em geral, inevitavelmente é perpassado pela aprendizagem da leitura, que está presente em todas as áreas de conhecimento, desde os códigos matemáticos até uma obra de arte.

Para acompanhar essa corrida de evolução rápida que se distancia muito das pinturas rupestres e se adentra no livro virtual, o professor necessita considerar o aluno. Segundo Fávero(2005), o ser humano se apresenta como ativo construtor de idéias, de sua própria história humana, portanto construtor do seu próprio desenvolvimento.

Nesse artigo, além de relatar o conceito geral de leitura, de leitor, da escrita e suas implicações, almeja-se descrever como foi possível construir expectativas e incentivos acerca da leitura com a montagem do projeto com as crianças.

Pretende-se enfocar várias áreas curriculares do ensino-aprendizagem e, em particular um item relevante, a oralidade. Os alunos envolvidos são crianças de oito e nove anos que, devido ao momento em que estão inseridos, são leitores que se colocam como sujeitos de potencialidades, dotados de capacidades cognitivas e afetivas que os tornam únicos.  Levando em conta esse fato, no planejamento do início desse ano, montou-se um projeto de interesse das crianças: Projeto Coruja-Buraqueira, existência, interação e aprendizagem, na  segunda série da Escola Classe 316 Norte. A coruja  vinha chamando a atenção das crianças desde 2004.  Elas comentavam e queriam conhecer os hábitos desse animal que habita nas imediações da escola, na quadra 116 norte, numa enorme área verde, com frondosas árvores que abrigam outras aves.

O projeto foi montado com o objetivo de pesquisar os hábitos da coruja e sua importância para o equilíbrio do ecossistema, propiciando o conhecimento acerca de sua existência, interação com o homem e outros animais. Atreladas a esse aprendizado, há uma grande quantidade de leituras como reportagens de jornais e revistas, enciclopédias, imagens e principalmente livros de literatura.

As crianças envolvidas nesse projeto, em sua maioria, foram alfabetizadas nessa escola com textos variados, portanto já sabem ler e escrever, estão todos ortográficos. Pertencem à classe média, contam com recursos áudios-visuais em casa, são filhos de pais leitores e possuem livros em seus lares.

Depois de tudo resolvido, deu-se início ao encaminhamento das atividades com  uma visita das turmas ao local. Vimos a moradia da coruja, que nos recebeu pacificamente, apesar da preocupação de alguns colegas, que viam-na de maneira folclórica. Muitas crianças que não a conheciam ficaram maravilhadas. Em seguida, surgiram muitas questões a respeito do comportamento da coruja que deram início ao processo de pesquisa. Segundo o dicionário de símbolos, essa ave foi maltratada em nossa civilização por uma lamentável reputação de ladra e transformou-se em emblema de feiúra.

O passo seguinte foi a leitura da situação, descrição do espaço, dos seres vivos existentes nesse espaço e de outros componentes importantes da natureza.

 

Arrumando a bagagem...

Leitura é a mais importante maneira de se obter o conhecimento acerca de qualquer assunto. A leitura na escola toma uma dimensão subjetiva, vai além do ler por prazer.  Para elucidar melhor tomemos Paulo Freire, que disse que a leitura do mundo precede a leitura da palavra. Para haver eficiência na leitura é preciso que se faça a leitura do contexto, que pode ser o mundo físico e estático ou cultural.

A leitura pode ser um eixo desafiador ao profissional da educação, principalmente com olhar crítico e de aproveitamento para a aprendizagem. A leitura, seja de texto verbal ou não verbal, é considerada de grande complexidade, tanto é que de acordo com Jouve(2002),  o processo da leitura acontece em cinco dimensões: os processos neurofisiológico, cognitivo, afetivo, argumentativo e simbólico.

O processo neurofisiológico exige o funcionamento do aparelho visual e cerebral. O olho apreende a leitura como um pacote que oscila entre oito e dezesseis palavras. No processo cognitivo acontece a conversão das palavras e grupos de palavras em elementos de significação e compreensão. O processo afetivo representa o “charme” da leitura, provém em grande parte das emoções que ela suscita e recorre às capacidades reflexivas do leitor, influindo igualmente sobre sua afetividade: admiração, piedade, riso, simpatia e emoção. O processo argumentativo, no qual o leitor será interpelado a participar da narrativa, ele será chamado a modificar seu comportamento pela leitura. O leitor é levado, segundo Diderot, citado em Jouve(2002),  a concluir que nenhuma referência é universal e a desejar o processo simbólico, que é a leitura interagindo com a cultura e os esquemas dominante de um povo e de uma época.

Para proporcionar ao leitor a compreensão, interpretação com criatividade e o sentido do texto, serão observados os níveis de leitura nos alunos. Esses níveis podem acontecer separadamente ou simultaneamente. O primeiro nível refere-se às leituras sensoriais, que acontecem nos primeiros contatos com o texto, estimulando os cinco sentidos, sob aspecto lúdico, aguçando a busca pelas formas, cores, sons, aromas e gostos do livro revelando singular prazer (Martins,2003). O segundo é a leitura emocional que se estabelece com a identificação do leitor com o texto lido, transportando-o a outros mundos e outras culturas de acordo com interesse pelo tema. O terceiro e último nível é a leitura racional que se estabelece com a junção do nível sensorial e emocional, possibilitando ao leitor a aquisição de habilidades e competências importantes, tornando-o eficiente e critico.

 

Começa a viagem...

É relevante destacar que esses leitores são crianças entre oito e nove anos que freqüentam a segunda série do ensino fundamental. Eles devem ser vistos como receptores e criadores do seu próprio universo referencial, possuidores do poder das palavras impregnadas de traços psicológicos, sociológicos e culturais da realidade. Freqüentemente, esses leitores estão acostumados ao texto verbal e não verbal, literário e não literário. Mas quem é leitor do ponto de vista teórico? No ato da escrita ele é visto como leitor virtual, depois de inscrito, ele interage com o leitor real.

 

O texto deve estar ao agrado do leitor real. Nesse caso pode haver intervenção do professor que ao agir proporciona aplicabilidade do resultado até a identificação ideológica do texto para a vida do leitor. Jouve cita Picard para explicar as três instâncias essenciais do leitor: o ledor é o que mantém interação com mundo do texto; o lido é o inconsciente do leitor que reage às estruturas fantasmáticas do texto e o leitante, como a instância da secundaridade, critica e se interessa pela complexidade da obra. Cada leitor novo traz consigo suas experiências, sua cultura e os valores de sua época, o escrito permite ao leitor ver no texto outra coisa além do projeto do autor (Jouve,2003).

 

Até agora, foram feitas muitas leituras: reportagens de jornais, histórias em quadrinhos, inúmeros textos tratando da importância da diminuição dos ratos, que servem de alimentos para a coruja, tudo contextualizado. Durante vários dias ouviu-se falar  do mal provocado pelo xixi dos ratos e as doenças que eles causam como a  hantavirose e a  leptospirose,  entre outras.

Há que se destacar que  a literatura infantil é um gênero que suscita muita polêmica, por ser, na maioria das vezes, escrito por adulto, que representa uma criança imaginária. O texto literário contém literalidade que o caracteriza como artístico. Martins (2003)  diz que, ao colocar-se no plano da arte, o texto passa a ser uma representação, uma expressão e uma interpretação do real. Esse tipo de texto recria a realidade tornando-a idealizada e dentro da subjetividade do leitor: seus medos, suas utopias, suas visões de mundo. O texto, em interação com o leitor, contribui para a formação dos personagens e para a construção dos sentidos. Devido à incompletude do texto, o leitor age em quatro esferas: a verossimilhança, a seqüência das ações, a lógica simbólica e a significação geral (Jouve, 2002). Ao interagir nessas esferas, o leitor cria o cenário e os personagens, interfere na seqüência dos acontecimentos através das aberturas nas narrativas e também na linguagem simbólica inserida no texto, decifrando as metáforas e metonímias e construindo os sentidos. Segundo Jouve (2002) “O texto, como se vê, pode apenas programar a leitura: é o leitor que deve concretizá-la”.

A natureza se constitui em harmonia, um ser vivo depende do outro, ecologicamente, criando equilíbrio. O homem necessita participar desse processo com sabedoria, usufruindo desse poder para apreender o conhecimento sistematizado. Sob o enfoque interdisciplinar, o aluno leitor entenderá, criticamente, as relações dos conceitos e saberes nas experiências vividas. Esses saberes se sustentam na memória em forma de rede.

 

Viajando na  literatura infantil...

O acesso das crianças aos textos literários depende de suas possibilidades de compreensão lingüística, da adoção de temáticas próximas e suas experiências vitais  (Colomer 2002). Um dos momentos de destaque, foi o trabalho realizado com as estratégia de leitura com música do Vinicius de Morais e Toquinho:

Corujinha, Corujinha.

Que peninha de você.

Fica toda encolhidinha

Sempre olhando não sei quê?

O teu canto de repente

Faz a gente estremecer.

Corujinha, pobrezinha,

Todo mundo que te vê,

Diz assim à coitadinha

Que feinha que é você!

 

Quando a noite vem chegando,

Chega o teu amanhecer

E teu Sol vem despontando,

Vais voando te esconder.

Hoje em dia andas vaidosa,

Orgulhosa como o quê?

Toda noite tua carinha

Aparece na TV.

Corujinha, corujinha,

Que feinha que é você.

 

Na linguagem, o texto literário apresenta criatividade, esteticamente elaborada levando o leitor à criação de imagens. O processo  teve início  com a leitura da situação e a continuação foi se desenrolando quase que magicamente. Na biblioteca foi encontrado o livro “Concurso das Aves” de Telma Guimarães Castro Andrade. Nessa história, no auge do conflito, quem encontra a solução é a coruja. Ela demonstra a famosa sabedoria que lhe é atribuída. Outra história lida foi a “Corujinha Curiosa”, de Ivan Engler. Nela, crianças que saem da escola maltratam as corujinhas. Um senhor aparece e explica a elas a importância da coruja para o ecossistema. Com essa história,  que tem dez capítulos, houve a introdução do marcador de livro para mostrar às crianças a importância da continuidade da leitura, a qual elas não estavam familiarizadas porque liam pequenos livros.  Depois foi lida a polêmica história “Dita-Cuja, a Coruja” de Silvia Orthof, que questiona o modo diferente da coruja enxergar o mundo. Os olhos dela vêem em duas dimensões ao mesmo tempo e ela, preocupada, procura um especialista para resolver a questão, mas quando descobre que seu filho acaba de nascer, larga tudo e vai cuidar só dele. E também “Corujices”, livro de Márcia Batista, nessa história a criança convive com a morte de duas corujinhas e, ao conseguir salvar a vida de uma terceira, aprende que ela deve viver e viver livre.Afinal no texto literário podemos encontrar varias abordagens, seja de humor, de problemas do cotidiano que a criança esteja atravessando ou que ela se interesse.

E, para encarar um dos assuntos da chamada realidade, não é necessário que a linguagem do autor seja realista. Pode até ser, mas não é obrigatório... Pode ser crua, dura; mas também pode ser poética, suave, tristonha; como pode ser humorada, divertida, irônica... A linguagem, o tom, o escritor escolhe conforme concebeu sua história, suas personagens, seu desenvolvimento, seu final, a partir de sua convicção ou necessidade de tocar neste ou naquele assunto... Abramovich ( 1998)

A abordagem a partir de leitura literária facilita a comunicação na escola, suscitando a curiosidade, e com isso as crianças familiarizam com assuntos e palavras pouco tocadas.

 

Dando Notícias da Coruja...

Para escrever ou começar um processo de escrita é necessário praticar quase que diariamente, ter muita persistência para adquirir, na escrita, uma expressão para o entendimento dos leitores.

Os educandos envolvidos nesse projeto escrevem frases relativamente bem elaboradas para a idade. Eles conseguem realizar escrita de texto com partes lógicas e, de acordo com os parâmetros curriculares, fazem a leitura crítica do próprio texto. Alguns alunos ainda cometem omissão de letras e, muito raramente, inversão. Mas com o mínimo de ajuda conseguem rever e corrigir o texto.

O primeiro grande motivo da escrita foi um bilhete que escreveram para os pais contando da existência da Coruja-Buraqueira e o que seria desenvolvido acerca desse assunto. Foi de grande afetividade esse início.

Toda vez que se escreve há uma intenção clara da necessidade de comunicação com a qual o indivíduo poderá expor seu pensamento elaborado a respeito de um determinado assunto. Quanto mais se escreve mais se aperfeiçoa uma técnica e se desenvolve uma habilidade.

Devido a sua complexidade a escrita deve ser treinada, para obter um bom nível de desenvoltura na hora de escrever qualquer texto. Para escrever, às vezes, é necessário envolver os cinco sentidos acompanhando o raciocínio lógico, equilíbrio e sensatez. Segundo Lucilia Garcez, escrever é uma das atividades mais complexas que o ser humano pode realizar.

Se ler é um ato de grande complexidade, escrever também exige capacidade bem trabalhada. Segundo Luria (2003),  se pararmos para pensar na surpreendente rapidez com uma criança aprende esta técnica extremamente complexa, ficaríamos surpresos. Quando  ingressa na escola ela já assimilou uma infinidade de técnicas e habilidades que lhes facilitarão a aquisição da escrita.             

Para escrever com desenvoltura, a criança deve anotar aquilo que seja do seu interesse ou necessário para alcançar algum objetivo que lhe seja relevante.E assim foi feito... Anotaram tudo e escreveram, em duplas, peças de teatro com curiosidades a respeito da coruja, que serão apresentadas em setembro.

 

Nas asas da (coruja) imaginação...

Professores e alunos voam nas asas das corujas. Todas as atividades desenvolvidas dentro do projeto têm a interdisciplinaridade como objetivo. São trabalhadas a leitura e a escrita e, principalmente, a pesquisa. Novas histórias e outras moradas de corujas são descobertas e todos se enriquecem com esses achados, possibilitando a participação.

Quanto mais participativa é uma escola, mais o aluno é formado para a cidadania. A formação da consciência de cidadania é resultado do ambiente no qual se vive, das conversas que se ouve e das quais participa; das relações que se estabelecem entre as pessoas.  Ela supõe seriedade de vida, percepção da realidade e da história, da seqüência e conseqüência de nossas ações. Garantir e priorizar o interesse do aluno  leva-o a co-participante de sua produção e sujeito de sua ação cidadã.

A prática ou exercício de cidadania é inerente à convivência cotidiana. O aluno deve perceber que o exercício cidadão refere-se às práticas sociais, políticas e culturais, mas refere-se, também, à vida pessoal, ao cotidiano e à convivência, que são os contextos mais próximos e mais fáceis de serem explorados para dar significação aos conteúdos de ensino.

“O cotidiano e as relações estabelecidas com o ambiente físico e social devem permitir dar significado a qualquer conteúdo curricular, fazendo a ponte entre o que se aprende na escola e o que se faz, vive e observa no dia-a-dia.” (PCN, 2002).

 

As atividades têm desenvolvido, nos alunos e professores, uma nova leitura de mundo e refletido um  eficiente instrumento de leitura e escrita e é a partir dessa leitura, receptiva e ativa ao mesmo tempo, que o leitor dá sentido e significado ao texto. Dizemos que o leitor dá sentido, ao compreender o texto, e dá significado, ao modo como reage pessoalmente a essa compreensão. Essa é a idéia defendida por Roland Barthes (2002) ao referir-se a uma “co-existência” que o texto produz no leitor: quando o que está escrito consegue escrever fragmentos da  própria cotidianidade de quem lê.

       E, para encarar um dos assuntos da chamada realidade, não é necessário que a linguagem do autor seja realista. Pode até ser, mas não é obrigatório... Pode ser crua, dura; mas também pode ser poética, suave, tristonha; como pode ser humorada, divertida, irônica... A linguagem, o tom, o escritor escolhe conforme concebeu sua história, suas personagens, seu desenvolvimento, seu final, a partir de sua convicção ou necessidade de tocar neste ou naquele assunto... Abramovich ( 1995)

           

            Este trabalho foi realizado em duplas e durante sua feitura houve discussão para a construção de cada fala.  As crianças leram vários livros antes e escreveram, o que achava relevante.

Entrevistando a coruja

REPÓRTER -Hoje vamos entrevistar a dona coruja. Estamos nos preparando para sair do para ao buraco.(AGORA SE FAZ BARULHO DE CORUJA)

FILMADOR –Olha a coruja vindo .

REPÓRTER –Vamos, vamos seguí-la.

 FILMADOR - Eu li alguns liv...

REPÓRTER –Pare de falar e comece a seguí-la e filme com cuidado. Rápido. Ela subiu na árvore.

OS DOIS – Ah,ah,ah..Estamos...cansados ah!

CORUJA - Quem?

OS DOIS –Aaaaaa! Que susto!

CORUJA – Querem água?

OS DOISMuita água ! Estamos com muito calor.

CORUJA –Vou buscar.

OS DOISOlha a chuva! (AGORA SE FAZ BARULHO DE ÁGUA )

CORUJAComo vou buscar água agora?     

OS DOISNão precisa mais! A chuva vai nos refrescar.

CORUJAAliás, o que vocês querem aqui?

REPÓRTER –queremos entrevistar você.

CORUJA -Sério?

REPÓRTERSim!

CORUJA – Está bom!

REPÓRTER – Está ótimo!

FILMADOR – Vamos começar?

REPÓRTERDona Coruja ...O que você sabe sobre você?

CORUJAEu sou uma ave de rapina, também sou esperta, inteligente e muito mais.

CORUJÃO – Querida cheguei!

CORUJA –Aguarde um momento, vou! (CORUJÃO CHEGA PERTO DA CORUJA)

REPÓRTER –Podemos continuar?

CORUJASim.

REPÓRTER –E verdade que vocês giram a cabeça mais que os homens?

CORUJÃO –Sim, nós podemos girar a cabeça a 270 graus. E nós conseguimos ver cem vezes mais  do que do homem.

 FILMADOR –Plic, você piscou o olho?

CORUJASim, consigo também dormir com os olhos abertos.

REPÓRTER –De que vocês se alimentam?

CORUJA E CORUJÃO –De ratos, esquilos, pássaros, escorpiões, louva deus, grilos, gafanhoto, tomate e outros frutos.

FILMADOR – Você são espertos, por quê?

CORUJA E CORUJÃO – Por que somos ótimos observadores e como temos os olhos grandes, dá para enxergar tudo. Alguns homens nos colocam como o símbolo da sabedoria.

 REPÓRTER –Entendi.

FILMADOR – Onde vocês moram?

CORUJA E CORUJÃO –Moramos num buraco.

REPÓRTERQual é profundidade desse buraco?

CORUJAEle chega a medir três metros de profundidade com dois metros de comprimento.

REPÓRTERBem... Queremos te agradecer. Agora temos que ir mostrar a reportagem na Rede Globo.

CORUJA –Entendo! Eu gostei muito de poder colaborar.

CORUJÃO – Voltem sempre.

 

FIM

ISAAC NAZAR – OITO ANOS

E

JOÃO VITOR – OITO ANOS

Segunda série verde.

E.C.316 NORTE

As corujas

            No começo desse ano, as duas corujas voavam para as árvores todas as vezes que chegávamos perto do buraco. O Caio corria atrás delas. Elas iam caçar comidas juntas.

             O tempo passou, agora é uma delas que vai procurar comida e a outra fica protegendo o buraco e os ovos. Ela fica chocando.

            Hoje nós fomos , achamos dois regurgitos delas. Quando nós nos aproximamos, elas correram e entraram no buraco.

            Depois de esperar um tempo, voltamos para a escola.

LUIS FILIPE – OITO ANOS

SEGUNDA SÉRIE VERDE

E.C.316 NORTE

 

 

 

Companheiros de viagem...

(bibliografia)

ABRAMOVICH, Fanny. Literatura infantil: Gostosuras e Bobices. Editora

 

 

BARBATO, Silviane. Módulo de fundamentos teóricos e metodológicos da leitura e escrita. Volume 2 . Escrita e comunicação. Brasília: CEAD, 2004.

COLOMER, Tereza. A formação do leitor literário. Tradução de  Laura Sandromi. São Paulo: Editora Global, 2003.

FÁVERO, Maria Helena. Psicologia do conhecimento. Brasília, Editora UnB, 2005.

FERREIRA , Liliana Soares. Produção de leitura na Escola: Interpretação nas séries iniciais. Porto Alegre: Editora Unijui, 2001.

FERREIRO, Emilia. Psicogênese da língua escrita. Tradução Diana Myriam Lichtenstein. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1999.

FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. São Paulo: Cortez, 1981.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

GARCEZ, Lucília Helena do Carmo. Técnica de redação: o que é preciso saber para bem escrever. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

JOUVE, Vincent. A leitura. Tradução Brigitte Hervor. São Paulo: Editora UNESP,2002

KLEIMAN, Ângela. Os significados do letramento: uma nova perspectiva sobre a prática social da escrita. SP, Campinas: Mercado de Letras, 1995.

KOCH, Ingedore Villaça. Desvendando os segredos do texto. São Paulo: Cortez, 2003.

MARTINS, Maria Helena. O que é leitura: São Paulo: Brasiliense, 2003.

VIGOTSKI, lev Semenovich, Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. São Ícone, 2001

 


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